A derrota pesada da semana anterior deixou-nos marcas evidentes. Não querendo desvalorizar a equipa da CFCPC Lourosa, que, das equipas que defrontei até ao momento nas distritais de Coimbra e Aveiro me pareceu ser de longe aquela que melhor soube conjugar a posse de bola com a objectividade, foi também claro, aos meus olhos, que a minha equipa se apresentou em campo com desequilíbrios emocionais e comportamentais que viriam a revelar-se bastante comprometedores.
Até ao momento, enquanto treinador, não me recordo de ter passado por algo semelhante. Perder um jogo contra um candidato à subida de divisão é algo que se pode considerar normal. No entanto, o sentimento de impotência e resignação que se apoderou da minha pessoa durante e após o encontro foi algo que me deixou bastante perturbado. Pior ainda, era a percepção de que toda a gente se sentia da mesma forma do que eu.
Era importante fazer uma reflexão sobre o modo como as coisas tinham vindo a evoluir desde o inicio da temporada. Equilibrar as mentes, alterar comportamentos, definir funções e traçar objectivos.
Até ao momento, enquanto treinador, não me recordo de ter passado por algo semelhante. Perder um jogo contra um candidato à subida de divisão é algo que se pode considerar normal. No entanto, o sentimento de impotência e resignação que se apoderou da minha pessoa durante e após o encontro foi algo que me deixou bastante perturbado. Pior ainda, era a percepção de que toda a gente se sentia da mesma forma do que eu.
Era importante fazer uma reflexão sobre o modo como as coisas tinham vindo a evoluir desde o inicio da temporada. Equilibrar as mentes, alterar comportamentos, definir funções e traçar objectivos.
Responsabilizar os intervenientes é certo, mas nunca individualmente. Em futsal todos erramos, todos errámos, todos iremos continuar a errar e a ver errar, isto porque, nesta modalidade, é obrigação do nosso adversário empenhar-se em provocar as nossas falhas.
O importante é conseguir atingir o fundo da questão. É isso que a maioria das pessoas não se atreve a fazer. Na verdade, a solução não passa simplesmente pela anulação do erro. A sua frequência, é claro, pode ser minimizada com o trabalho que se desenvolve durante a semana, mas nunca iremos abolir o erro do futsal. A questão está na forma como lidamos com ele. Temos que assumir a sua existência e saber caracterizá-lo de uma forma colectiva e nunca individual.
Ao analisarmos cuidadosamente o momento da ocorrência de uma falha, poderemos verificar que ela raramente surge de forma isolada. Por outro lado, serão também raros os casos em que não poderá existir uma tentativa de rectificação. É importante estarmos conscientes de que um erro só amplia a sua dimensão quando não é rectificado.
Na verdade, um erro em futsal deve ser sempre multiplicado pelo número de jogadores em campo e pelo seu treinador. É obrigação de todos contribuir para a rectificação de uma falha, seja esse contributo do foro ofensivo (criação de linhas de passe, apoio/equilíbrio ofensivo, cumprimento do modelo de jogo ofensivo, comunicação,...), ou do domínio defensivo (compensação defensiva, acompanhamento das movimentações do adversário directo e indirecto, cobertura de eventuais linhas de passe, pressão ao portador a bola, cumprimento do modelo de defensivo, comunicação...).
Por fim, é necessário ter a percepção de que o sucesso desportivo de um atleta é inerente à interiorização do erro colectivo. Só assim ele estará predisposto a corrigir e a ser corrigido, ou seja, a evoluir.
Ficou claro, esta semana, que uma mudança comportamental se impunha. Todos nós percebemos que a função primária de um jogador é corrigir com acção, e a do treinador é corrigir com informação.
Mentes equilibradas, alteração comportamental e funções definidas, falta agora estabelecer objectivos. Estes sim podem ser de origem individual ou colectiva. Era até esta semana um assunto quase tabu. A manutenção? A Direcção não exige nada, nunca abordou este assunto. E nós, o que é que nós queremos em termos colectivos para esta época? Para mim esta é uma questão de máxima importância, que não pode ser simplesmente ignorada. Cada um de nós tem que estabelecer os seus objectivos individuais e ninguém começa uma época sem pelo menos um objectivo colectivo...
O importante é conseguir atingir o fundo da questão. É isso que a maioria das pessoas não se atreve a fazer. Na verdade, a solução não passa simplesmente pela anulação do erro. A sua frequência, é claro, pode ser minimizada com o trabalho que se desenvolve durante a semana, mas nunca iremos abolir o erro do futsal. A questão está na forma como lidamos com ele. Temos que assumir a sua existência e saber caracterizá-lo de uma forma colectiva e nunca individual.
Ao analisarmos cuidadosamente o momento da ocorrência de uma falha, poderemos verificar que ela raramente surge de forma isolada. Por outro lado, serão também raros os casos em que não poderá existir uma tentativa de rectificação. É importante estarmos conscientes de que um erro só amplia a sua dimensão quando não é rectificado.
Na verdade, um erro em futsal deve ser sempre multiplicado pelo número de jogadores em campo e pelo seu treinador. É obrigação de todos contribuir para a rectificação de uma falha, seja esse contributo do foro ofensivo (criação de linhas de passe, apoio/equilíbrio ofensivo, cumprimento do modelo de jogo ofensivo, comunicação,...), ou do domínio defensivo (compensação defensiva, acompanhamento das movimentações do adversário directo e indirecto, cobertura de eventuais linhas de passe, pressão ao portador a bola, cumprimento do modelo de defensivo, comunicação...).
Por fim, é necessário ter a percepção de que o sucesso desportivo de um atleta é inerente à interiorização do erro colectivo. Só assim ele estará predisposto a corrigir e a ser corrigido, ou seja, a evoluir.
Ficou claro, esta semana, que uma mudança comportamental se impunha. Todos nós percebemos que a função primária de um jogador é corrigir com acção, e a do treinador é corrigir com informação.
Mentes equilibradas, alteração comportamental e funções definidas, falta agora estabelecer objectivos. Estes sim podem ser de origem individual ou colectiva. Era até esta semana um assunto quase tabu. A manutenção? A Direcção não exige nada, nunca abordou este assunto. E nós, o que é que nós queremos em termos colectivos para esta época? Para mim esta é uma questão de máxima importância, que não pode ser simplesmente ignorada. Cada um de nós tem que estabelecer os seus objectivos individuais e ninguém começa uma época sem pelo menos um objectivo colectivo...
Sábias palavras...
ResponderEliminarReconhecemos que a ARCVB tem uma boa equipa e que pode lutar pelos lugares cimeiros da tabela. Acredito que as exigências da Direcção serão directamente proporcionais ao que a equipa quer dar dentro de campo. E pelo carácter, personalidade e profissionalismo que os atletas têm, acredito que a manutenção será algo que se irá obter muito cedo, e que poderemos lutar pelos cinco primeiros lugares.
Quando entrarmos dentro de campo e colocarmos a os nosso valores em nome de um clube chamado ARC Vilarinho do Bairro, que até há bem pouco tempo era redicularizado pelas pessoas, estou certo que o resto virá por acréscimo.
Estou convosco. E espero que estejam com Vilarinho do Bairro.
Abraço
Henrique Fidalgo