Santa Clara 7 – D. Nostra 0 (5ª Jornada)
Cinco inicial: Sérgio (GR), Tomé, André Madeira, João Amado e Luís Nuno.
Suplentes: Afonso (GR), Ardidas (Cap.), Filipe Sousa, Pessoa, Paulo Rodrigues e Rafael Teixeira.
Marcadores: João Amado (3), Paulo Rodrigues (3) e Luís Nuno.
Assistências para golo: André madeira, Ardidas, Luís Nuno, João Amado e Rafael Teixeira.
Santa Clara 2 – Prodeco 3 (6ª Jornada)
Cinco inicial: Sérgio (GR), Tomé, André Madeira, João Amado e Luís Nuno.
Suplentes: Afonso (GR), Ardidas (Cap.), Filipe Sousa, Pessoa, Paulo Rodrigues, Rafael Teixeira e Tiago (júnior).
Marcadores: Paulo Rodrigues e André Madeira.
Assistências para golo: Luís Nuno.
U. Alhadense 2 - Santa Clara 1 (7ª Jornada)
Cinco inicial: Sérgio (GR), Pessoa, André Madeira, João Amado e Luís Nuno.
Suplentes: Afonso (GR), Ardidas (Cap.), Filipe Sousa, Tomé, Paulo Rodrigues, Rafael Teixeira.
Marcadores: Paulo Rodrigues.
A minha equipa fez três bons jogos, mas com as duas derrotas, afastou-se definitivamente do 1º lugar.
A vitória clara sobre o D. Nostra colocava-nos à entrada para a 2ª volta desta fase final em igualdade pontual com a Prodeco. Após a difícil vitória em Quiaios, a equipa entrou motivada e aos 5 minutos já vencia por 2-0. Até ao intervalo fizemos mais três golos e na 2ª parte gerimos o tempo e os cartões, acabando por fazer mais 2 golos terminando o jogo sem qualquer golo sofrido.
Na 1ª jornada da 2ª volta jogou-se então o embate decisivo deste campeonato. A vitória sorriu aos homens dos Covões, num jogo que dominámos mas onde nos faltou a estrelinha de campeão. Entrámos no jogo cautelosos mas dominantes, no entanto, uma desconcentração na nossa última linha defensiva permitiu ao Simão inaugurar o marcador, com um remate cruzado à saída do Sérgio.
Virámos o resultado a nosso favor no final da 1ª parte. Primeiro, por intermédio do Paulo na sequência de uma grande penalidade a punir falta sobre o Luís. Apesar dos muitos protestos do nosso adversário o árbitro assinalou a falta que, do local onde me encontrava, me pareceu algo discutível.
Passados poucos segundos voltámos a marcar, após um excelente lance do Luís que assistiu o Madeira para o nosso 2º golo.
No inicio da segunda parte desperdiçámos diversas oportunidades para dilatar a vantagem. Mérito para o Rodrigo, guarda-redes da Prodeco, que esteve em grande nível durante todo o jogo. No entanto, à passagem do minuto 4, sofremos o golo do empate, num lance infeliz da equipa da arbitragem que não teve a coragem suficiente para corrigir uma má decisão na aplicação da lei da vantagem.
Passados 5 minutos, outro duro golpe para a minha equipa com mais um lance atípico: canto marcado para o interior da nossa área e...auto-golo do Tomé, um lance de pura infelicidade daquele que , juntamente com o Luís Nuno, estava a ser o melhor jogador em campo.
O nosso adversário apanhava-se novamente a ganhar, ainda que sem saber bem como, e a partir daí tentámos a igualdade sempre mais com o coração do que com a cabeça. A Prodeco, uma equipa experiente, soube defender e explorar o contra-ataque. Ainda assim acabámos a partida em cima do nosso opositor e, já com o 5º homem adiantado, desperdiçámos duas excelentes oportunidades para empatar a partida, a última delas no último segundo do jogo.
Foi um momento triste, uma vez que a minha equipa mostrou-se, neste jogo, superior à equipa da Prodeco e não merecia ter perdido o encontro. Foi seguramente o nosso melhor jogo contra este adversário, mas o futsal é isto mesmo, por vezes não basta jogar bem para se vencerem jogos.
No sábado passado deslocámo-nos ao Carvalhal para defrontar o U. Alhadense. Fomos dominantes em toda a primeira parte e criámos algumas situações de golo. A equipa da casa explorava o contra-ataque sempre de forma bastante perigosa, mas chegou o intervalo com as equipas empatadas a zero. Entrámos bem na 2ª parte e marcámos logo a abrir, através de um remate de longe do Paulo. Inexplicavelmente fomos cometendo algumas faltas desnecessárias e rapidamente atingimos as 4 faltas. Recuámos no terreno e o União começou a criar algum perigo. A 6 minutos do final da partida o azar voltou a bater-nos à porta, remate cruzado defendido para o poste pelo Sérgio, a bola ressaltou para fora e embateu acidentalmente na perna do Rafael que se encontrava em posição de cobertura defensiva ao nosso guarda redes. Mais uma vez muita infelicidade para o Sérgio e para o Rafael que até então estavam a realizar uma boa partida.
Fomos em busca do golo da vitória arriscando novamente a pressão alta. Aproveitou o nosso adversário através de um excelente passe do Diogo Lapão para as costas da nossa defesa, isolando um companheiro que, à saída do Sérgio, colocou-lhe a bola por cima marcando um golo de belo efeito. Faltavam 4 minutos para o final do jogo e a partir daí, com o 5º homem avançado, desperdiçámos uma mão cheia de oportunidades para voltar a empatar a partida, o que daria mais justiça ao resultado.
É certo que não tivemos a estrelinha da sorte nestes dois jogos decisivos, mas também é verdade que apenas conseguimos marcar 3 golos em 80 minutos de jogo. Muito pouca eficácia já que rematámos 44 vezes à baliza da Prodeco (que apenas rematou 24 vezes, 15 para fora e 9 à nossa baliza) e 30 vezes à baliza do União (que efectuou o mesmo número de remates). No entanto, devo dar os parabéns aos treinadores destas duas equipas que montaram muito bem as suas estratégias.
A verdade é que afastámos praticamente todas as hipóteses de alcançar o 1º lugar do campeonato, 1º lugar esse que deverá ser entregue à Prodeco, quanto a mim justamente porque, apesar de eu achar que fomos superiores neste último encontro, de entender que fomos a equipa que melhor futsal praticou este ano, não fomos ao longo de toda a época tão regulares, experientes e organizados quanto eles.
Um final frustrante, mas temos todos que saber lidar com a frustração, o desporto e em especial o futsal é isto mesmo, daí a riqueza desta modalidade.
Independentemente do nosso objectivo final nunca ter passado pelo título distrital, a verdade é que, com o passar das semanas, fomos acreditando que isso poderia vir a ser uma realidade. Resta consolar-nos pensando que fomos os únicos a fazer frente a uma grande equipa até 3 semanas do final da 2ª fase, uma equipa que se organizou de cima para baixo para subir de divisão. Parabéns aos seus dirigentes (em especial ao grande líder que têm, o Dr. Paulo), treinadores (Filipe e amigo Jorge) e jogadores (em especial aos meus ex-jogadores e agora amigos Rodrigo, Fontes, Simão e Rafael); e parabéns também a todos os jogadores do Santa Clara que conseguiram chegar até aqui, Ardidas, Sousa, Rafael, Madeira, Luís, Sérgio, Afonso, Pessoa, Tomé, Amado e Paulo, ao júnior Tiago, aos lesionados João Teixeira, Moura, Pedro Teixeira e Búzio (pode ser que ainda consiga jogar esta época) e aos emigrados Gouveia e Beto. Quero deixar ainda um especial agradecimento ao Zé Luís por todo o apoio que me deu esta época dentro e fora do campo, ao Zé Ferreira que é a alma do Santa Clara e ao Almeida que, dentro das suas possibilidades, deu-me sempre o seu apoio.
Resta-nos agora tentar segurar o 2º lugar que poderá dar acesso aos nacionais, o que seria um prémio merecido para todas estas pessoas que acabei de referir.