Neste jogo defrontavam-se os 2º e 3º classificados, em Santa Clara. A história recente dava vantagem à nossa equipa que, na época anterior, bateu o União por duas vezes para a taça, com vitórias por números esclarecedores. Como tal, entrámos com um cinco inicial bastante diferente do usual. Assentava essencialmente em jogadores que participaram nessas vitórias anteriores e que, por lógica, apesar de saberem da importância do embate, deveriam apresentar níveis de confiança superiores a alguns dos seus colegas. Esperávamos um adversário mais pressionante, no entanto, durante toda a 1ª parte, o U. Alhadense jogou bastante recuado, claramente na expectativa, espreitando o nosso erro. A minha equipa entrou confiante, privilegiando a posse de bola, e inaugurou o marcador logo aos 3 minutos, num lance individual do Pedro Teixeira. O União manteve a sua forma “cautelosa” de jogar e éramos nós quem procurava com mais consistência o 2º golo. No entanto, à passagem do minuto 10, o União empatou o jogo na conversão de um livre bem trabalhado. A equipa abalou um pouco e nos minutos seguintes o nosso adversário apareceu mais no jogo, equilibrando a partida. Com o passar dos minutos os níveis de confiança foram repostos e acabámos a 1ª parte no meio campo adversário, com uma circulação de bola de nível elevado, criando desequilíbrios, e com uma qualidade de passe que não permitia ao nosso adversário recuperar a bola para sair em contra-ataque. A segunda parte começou com o jogo mais equilibrado. Aos 5 minutos o União aproveitou uma falha nossa (uma substituição mal efectuada numa fora junto à nossa área) para criar um desequilíbrio e passar para a frente. Em vantagem no marcador, o nosso adversário fechou-se bem e, sempre que possível, explorava com perigo o contra-ataque. Mais pressionantes, os meus jogadores tentavam forçar o erro quando não tinham a bola e, quando a recuperavam, procuravam de forma organizada chegar ao empate. A chave para abrir o cofre foi um canto estudado, executado na perfeição por todos os jogadores que se encontravam em campo, e superiormente concluído pelo capitão Ardidas. Com sete minutos para jogar acelerámos o jogo, os meus jogadores procuravam transições mais rápidas e o jogo tornou-se mais aberto. Nessa fase, ambas as equipas poderiam ter marcado por diversas ocasiões. Iam valendo os guarda-redes que adiavam sucessivamente a alteração do resultado, com excelentes intervenções. Fomos mais felizes, marcámos num desses lances de parada e resposta, através do Tomé, muito bem assistido pelo Madeira. Faltavam 4 minutos para o final da partida, o União ainda procurou chegar ao empate mas os meus jogadores souberam gerir o tempo com confiança e seguraram uma vitória que me pareceu justa, pelo que as duas equipas fizeram nos 40 minutos, mas que também poderia ter caído para o lado do nosso adversário.
Cinco inicial: Sérgio (GR), Ardidas (Cap.), Filipe Sousa, Pedro Teixeira e Catorze.
Suplentes: Afonso (GR), João Teixeira, Tomé, André Madeira, Búzio, João Amado e Paulo Rodrigues.
Marcadores: Pedro Teixeira, Ardidas e Tomé.
Assistências para golo: André Madeira.