Jogo num campo difícil que os meus jogadores tornaram fácil ao transformar em golos as oportunidades que foram criando. Excelente exibição tanto a nível defensivo como do ponto de vista ofensivo. Destaque para o Rafael que fez o seu melhor jogo da época, e contribuíu de forma muito positiva, com 5 golos, para esta vitória folgada no derby da cidade de Coimbra.
Cinco inicial: Sérgio (GR), André Madeira, Búzio, Paulo Rodrigues e Rafael Teixeira.
Suplentes: Beto (GR), Ardidas (Cap), João Moura, Filipe Sousa, João Amado, Pessoa e Tomé.
Marcadores: Rafael Teixeira (5), Ardidas (2), Búzio, André Madeira, Tomé e Paulo Rodrigues.
Assistências para golo: Paulo Rodrigues (2), André Madeira, Búzio, Pessoa, João Moura e João Amado.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Balanço da 1ª Volta e algumas curiosidades
Chegou ao fim a 1ª volta do campeonato e chegou a altura de efectuar um pequeno balanço a estes primeiros meses de trabalho.
Começo por referir a eliminação prematura da taça diante o Domus Nostra. Uma equipa que está a fazer um campeonato abaixo das expectativas, mas que foi um justo vencedor. A derrota caseira na 1ª mão por 1-4 foi crucial para uma eliminatória que não fomos capazes de “virar” fora de portas (empate a 1 golo). Não sendo um objectivo para esta época, o clube tem já alguma tradição nesta competição, e penso que todos nós sentimos bastante esta eliminação. O grupo, nessa altura, estava a passar pela sua pior fase em termos emocionais e comportamentais, algo que já se tinha sentido na semana anterior, em Penacova, onde empatámos pela 1ª vez para o campeonato, à 6ª jornada. Mas, como diz o ditado, "há males que vêm por bem". Estava na altura de “reunir as tropas” e foi talvez nesse momento que o grupo percebeu a importância da palavra “equipa”. Estávamos a meio da 1ª volta e na jornada seguinte tínhamos um teste importante frente ao União Alhadense. Conseguimos uma vitória difícil, baseada no colectivo, depois de estar em desvantagem já na 2ª parte. Desde então, com maior ou menor dificuldade, temos conseguido ultrapassar as adversidades. Acabámos a 1ª volta com 29 pontos, 9 vitórias e 2 empates, um desempenho memorável não só para o clube, mas também para a história da divisão de honra da AF Coimbra. De facto, desde a já longínqua época de 2006/2007 que nenhuma equipa conseguia terminar a 1ª volta do campeonato sem derrotas. Na altura, a Granja do Ulmeiro concluiu os primeiros 11 jogos do campeonato com 8 vitórias e 3 empates, tendo terminado a 1ª volta com 27 pontos. Em 2007/2008 e 2008/2009 o Vilaverdense e Alfarelense, respectivamente, somaram 28 pontos, com 9 vitórias, 1 empate e 1 derrota; e na época passada o Cernache terminou a 1ª volta do campeonato com 26 pontos (8 vitórias, 2 empates e 1 derrota). Temos também o maior distanciamento relativamente ao 2º classificado dos últimos 5 anos, 5 pontos de diferença para a Prodeco. Até aqui, o fosso entre o 1º e 2º classificados, nesta fase do campeonato, tem sido apenas de 1 ou 2 pontos, com a exepção para a época de 2007/2008 onde o Vilaverdense conseguiu 4 pontos de vantagem sobre o Bruscos.
Não dispondo de dados anteriores a 2006/2007, fico feliz por comandar uma equipa que obteve o melhor desempenho nesta divisão dos (pelo menos) últimos 5 anos, ao final da 1ª volta. Um feito do qual nos devemos orgulhar, tanto mais que o grupo é composto por jogadores que chegaram de diversas equipas, dificultando o entrosamento entre eles dentro e fora do campo, e que na sua quase totalidade não estavam habituados aos meus métodos de trabalho (apenas o Luís Nuno, o João Moura e o Beto haviam trabalhado comigo em Vilarinho do Bairro na época de 2008/2009).
Mas, tudo isto são apenas números e apesar da estatística também nos dizer que o “campeão de inverno” é geralmente o vencedor da 1ª fase (pelo menos tem-no sido nos últimos 5 anos), ela também nos diz que o vencedor da 1ª volta raramente obtém a maior pontuação na 2ª volta, algo que apenas aconteceu em 2006/2007.
De facto, recorrendo novamente a um ditado popular, “quanto maior é o voo, maior é a queda” e foi precisamente o Vilaverdense, na época de 2007/2008 que teve mais dificuldades em “segurar” o 1º lugar no final da 1ª fase, tendo-o conseguido apenas por 1 ponto de vantagem sobre o Bruscos. Nessa altura, o campeonato terminava aí. Desde então surgiu a “Fase Final”, e é aí onde eu quero chegar. Em 2008/2009 o Bruscos voltou a terminar o campeonato apenas a 1 ponto do 1º classificado, na altura o Alfarelense, mas não conseguiu ultrapassá-lo na “Fase Final”, tendo sido o CRIA Alhadense a equipa que mais brilhou, protagonizando uma excelente recuperação, que lhe permitiu alcançar o 2º lugar na classificação final, o que acabaria por lhe valer a subida de divisão. Na época passada foi novamente o Bruscos a terminar a 1ª fase em 2º lugar, a 3 pontos do Cernache. No entanto, desta vez o vencedor da 1ª fase não conseguiu segurar a magra vantagem e entregou o título ao Bruscos, tendo mesmo sido “dobrado” pelo Vilaverdense que foi a sensação da “Fase Final” e foi, também ele, premiado com a subida de escalão.
Tudo isto serve para dizer que é importante orgulharmo-nos dos nossos feitos, é bom para a auto-estima, para a confiança e para a motivação; mas é igualmente importante ter os pés bem assentes na terra e perceber que, até ao momento, percorremos simplesmente 1/3 duma maratona que se decidirá apenas na sua “Fase Final”.
Para o momento, vamos iniciar uma 2ª volta mais difícil do que a 1ª, onde iremos defrontar fora de portas 4 das 5 equipas que partilham connosco os 6 primeiros lugares que dão acesso à “Fase Final”. No inicio da época tínhamos definido como primeiro objectivo atingir essa mesma “Fase Final”. Tal como nas empresas, no desporto os objectivos também devem ser rectificados, seria “negligente” da nossa parte não elevarmos essa fasquia para algo arriscado mas atingível: 24 pontos na 2ª volta, difícil mas alcançável...uma questão de motivação...
Começo por referir a eliminação prematura da taça diante o Domus Nostra. Uma equipa que está a fazer um campeonato abaixo das expectativas, mas que foi um justo vencedor. A derrota caseira na 1ª mão por 1-4 foi crucial para uma eliminatória que não fomos capazes de “virar” fora de portas (empate a 1 golo). Não sendo um objectivo para esta época, o clube tem já alguma tradição nesta competição, e penso que todos nós sentimos bastante esta eliminação. O grupo, nessa altura, estava a passar pela sua pior fase em termos emocionais e comportamentais, algo que já se tinha sentido na semana anterior, em Penacova, onde empatámos pela 1ª vez para o campeonato, à 6ª jornada. Mas, como diz o ditado, "há males que vêm por bem". Estava na altura de “reunir as tropas” e foi talvez nesse momento que o grupo percebeu a importância da palavra “equipa”. Estávamos a meio da 1ª volta e na jornada seguinte tínhamos um teste importante frente ao União Alhadense. Conseguimos uma vitória difícil, baseada no colectivo, depois de estar em desvantagem já na 2ª parte. Desde então, com maior ou menor dificuldade, temos conseguido ultrapassar as adversidades. Acabámos a 1ª volta com 29 pontos, 9 vitórias e 2 empates, um desempenho memorável não só para o clube, mas também para a história da divisão de honra da AF Coimbra. De facto, desde a já longínqua época de 2006/2007 que nenhuma equipa conseguia terminar a 1ª volta do campeonato sem derrotas. Na altura, a Granja do Ulmeiro concluiu os primeiros 11 jogos do campeonato com 8 vitórias e 3 empates, tendo terminado a 1ª volta com 27 pontos. Em 2007/2008 e 2008/2009 o Vilaverdense e Alfarelense, respectivamente, somaram 28 pontos, com 9 vitórias, 1 empate e 1 derrota; e na época passada o Cernache terminou a 1ª volta do campeonato com 26 pontos (8 vitórias, 2 empates e 1 derrota). Temos também o maior distanciamento relativamente ao 2º classificado dos últimos 5 anos, 5 pontos de diferença para a Prodeco. Até aqui, o fosso entre o 1º e 2º classificados, nesta fase do campeonato, tem sido apenas de 1 ou 2 pontos, com a exepção para a época de 2007/2008 onde o Vilaverdense conseguiu 4 pontos de vantagem sobre o Bruscos.
Não dispondo de dados anteriores a 2006/2007, fico feliz por comandar uma equipa que obteve o melhor desempenho nesta divisão dos (pelo menos) últimos 5 anos, ao final da 1ª volta. Um feito do qual nos devemos orgulhar, tanto mais que o grupo é composto por jogadores que chegaram de diversas equipas, dificultando o entrosamento entre eles dentro e fora do campo, e que na sua quase totalidade não estavam habituados aos meus métodos de trabalho (apenas o Luís Nuno, o João Moura e o Beto haviam trabalhado comigo em Vilarinho do Bairro na época de 2008/2009).
Mas, tudo isto são apenas números e apesar da estatística também nos dizer que o “campeão de inverno” é geralmente o vencedor da 1ª fase (pelo menos tem-no sido nos últimos 5 anos), ela também nos diz que o vencedor da 1ª volta raramente obtém a maior pontuação na 2ª volta, algo que apenas aconteceu em 2006/2007.
De facto, recorrendo novamente a um ditado popular, “quanto maior é o voo, maior é a queda” e foi precisamente o Vilaverdense, na época de 2007/2008 que teve mais dificuldades em “segurar” o 1º lugar no final da 1ª fase, tendo-o conseguido apenas por 1 ponto de vantagem sobre o Bruscos. Nessa altura, o campeonato terminava aí. Desde então surgiu a “Fase Final”, e é aí onde eu quero chegar. Em 2008/2009 o Bruscos voltou a terminar o campeonato apenas a 1 ponto do 1º classificado, na altura o Alfarelense, mas não conseguiu ultrapassá-lo na “Fase Final”, tendo sido o CRIA Alhadense a equipa que mais brilhou, protagonizando uma excelente recuperação, que lhe permitiu alcançar o 2º lugar na classificação final, o que acabaria por lhe valer a subida de divisão. Na época passada foi novamente o Bruscos a terminar a 1ª fase em 2º lugar, a 3 pontos do Cernache. No entanto, desta vez o vencedor da 1ª fase não conseguiu segurar a magra vantagem e entregou o título ao Bruscos, tendo mesmo sido “dobrado” pelo Vilaverdense que foi a sensação da “Fase Final” e foi, também ele, premiado com a subida de escalão.
Tudo isto serve para dizer que é importante orgulharmo-nos dos nossos feitos, é bom para a auto-estima, para a confiança e para a motivação; mas é igualmente importante ter os pés bem assentes na terra e perceber que, até ao momento, percorremos simplesmente 1/3 duma maratona que se decidirá apenas na sua “Fase Final”.
Para o momento, vamos iniciar uma 2ª volta mais difícil do que a 1ª, onde iremos defrontar fora de portas 4 das 5 equipas que partilham connosco os 6 primeiros lugares que dão acesso à “Fase Final”. No inicio da época tínhamos definido como primeiro objectivo atingir essa mesma “Fase Final”. Tal como nas empresas, no desporto os objectivos também devem ser rectificados, seria “negligente” da nossa parte não elevarmos essa fasquia para algo arriscado mas atingível: 24 pontos na 2ª volta, difícil mas alcançável...uma questão de motivação...
Serpinense 2 - CF Santa Clara 2 (11ª Jornada)
Longe de ter realizado o seu melhor jogo, a minha equipa foi, no entanto, claramente superior ao seu adversário. Porém, não conseguiu transformar em golos as diversas oportunidades que foi criando. A equipa local contou com um guarda-redes em noite inspirada e foi aguentando a desvantagem mínima até ao final da partida. Mais uma vez fomos sobrecarregados com faltas, o que nos impossibilitou de manter os níveis de intensidade defensiva nos minutos finais. O Serpins aproveitou essa fase para, finalmente, ter um pouco mais a bola, e empatou a partida num lance confuso no interior da nossa área, a 3´30 do final do jogo. Apesar do pressing final, fomos incapazes de voltar a ganhar vantagem. O futsal é isto, se por vezes a sorte já nos sorriu esta temporada, desta vez fomos bastante infelizes em Serpins.
Cinco inicial: Sérgio (GR), André Madeira, Ardidas (Cap), Paulo Rodrigues e Tomé.
Suplentes: Afonso (GR), João Moura, Filipe Sousa, Pessoa, Búzio, João Amado e Rafael Teixeira.
Marcadores: Pessoa e Paulo Rodrigues
Assistências para golo: João Moura e Ardidas.
Cinco inicial: Sérgio (GR), André Madeira, Ardidas (Cap), Paulo Rodrigues e Tomé.
Suplentes: Afonso (GR), João Moura, Filipe Sousa, Pessoa, Búzio, João Amado e Rafael Teixeira.
Marcadores: Pessoa e Paulo Rodrigues
Assistências para golo: João Moura e Ardidas.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
CF Santa Clara 4 – Lagonense 2 (10ª Jornada)
Vitória sobre um adversário que lutou muito e que durante toda a partida foi perigoso para a nossa baliza. No entanto, neste jogo batemos o nosso record de remates à baliza adversária, precisamente 61 remates, mas com uma eficácia bastante baixa, apenas 7%. Desta vez quem regressou aos golos foi o Rafael que já não marcava desde a 3ª jornada. Para a semana fechamos a primeira volta do campeonato com uma complicada deslocação a Serpins.
Cinco inicial: Afonso (GR), João Teixeira, André Madeira, João Amado e Paulo Rodrigues.
Suplentes: Sergio (GR), Ardidas (Cap.), Búzio, Pedro Teixeira, Pessoa, Rafael Teixeira e Catorze.
Marcadores: Búzio, Rafael Teixeira, Autogolo e André Madeira.
Assistências para golo: Paulo Rodrigues.
Marcadores: Búzio, Rafael Teixeira, Autogolo e André Madeira.
Assistências para golo: Paulo Rodrigues.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
CF Santa Clara 4 – Prodeco 3 (9ª Jornada)
Nesta jornada recebíamos em casa a equipa da Prodeco que ocupava, juntamente com o União Alhadense, o segundo lugar da classificação, a 4 pontos de distância da nossa equipa. A Prodeco é talvez a única equipa do nosso campeonato que tem assumido, para esta época, o objectivo de subida de divisão. Como tal, prevíamos um jogo extremamente difícil e, foi sem dúvidas isso mesmo que aconteceu.
Começámos a preparar este jogo há algumas semanas atrás, com uma observação ao adversário efectuada pelo Luís Nuno, a quem eu deixo aqui os meus agradecimentos pela trabalho efectuado. Com base nos dados por ele recolhidos, planeámos a semana de treinos por forma a preparar a equipa para o que ela poderia vir a encontrar, tanto ao nível de modelo de jogo como a nível de lances estudados.
Entrámos bem no jogo, com um cinco inicial composto na sua maioria por jogadores habituados a este tipo de confrontos do “topo da tabela”. No entanto, com o passar dos minutos, fomos acumulando algumas faltas, muitas delas desnecessárias. Aos 8 minutos de jogo o árbitro apitou a nossa 5ª falta, o que acabou por condicionar toda a restante 1ª parte do encontro. Fomos obrigados a recuar e conceder a iniciativa do jogo à Prodeco, que aproveitou a ausência de pressão para construir alguns lances perigosos. Nessa fase, por forma a não “partirmos” o jogo e para evitar situações onde teríamos que recorrer à falta, optámos quase sempre por transições em segurança, o que acabou por adormecer um pouco a partida. Foi um momento importante e conseguimos levar o nulo para o intervalo com apenas 4 remates efectuados à baliza adversária, e sofrendo apenas 6 remates à nossa baliza, sendo que 4 deles foram para fora.
Na segunda parte entrámos novamente pressionantes e marcámos cedo, aos 55 segundos, após uma transição ofensiva muito bem efectuada pelo Madeira, que beneficiou de um excelente movimento sem bola do Paulo Rodrigues para percorrer 20 metros e oferecer o golo ao seu companheiro ao 2º poste. A Prodeco respondeu logo de seguida com um remate de longe, aos 2´05 minutos, tendo a bola entrado ao 2º poste com alguma infelicidade para o Sergio.
O jogo estava mais aberto, mas foi em mais um remate de longe que a Prodeco conseguiu dar a volta ao resultado, sendo que, desta vez, a bola foi ainda desviada para a nossa baliza junto ao 2º poste. Estavam decorridos 6 minutos da 2ª parte e estávamos pela 1ª vez em desvantagem. A situação agravou-se aos 7´30 minutos quando a Prodeco marcou o terceiro golo, na sequência de uma transição ofensiva, à qual o Sérgio ainda se opôs na 1ª instância, mas não foi capaz de evitar a recarga em “bicicleta”.
Subimos ainda mais as nossas linhas defensivas, o que viria a causar algum incómodo junto do nosso adversário, que começou a acumular alguns erros. Aos 12´30 minutos reduzimos para 2-3, no melhor lance do desafio, protagonizado pelo Rafael, Paulo e Pedro, em pleno momento de organização ofensiva, com uma excelente triangulação bem finalizada pelo Pedro. A partir daí empurrámos defenitivamente o nosso adversário para a sua retaguarda. A Prodeco perdia frescura e sentíamos que poderíamos empatar a partida. Tal viria a acontecer a 5 minutos do final da partida, em lance individual do Paulo Rodrigues. No entanto, mais uma vez, atingimos a 5ª falta, o que nos obrigou a retirar alguma intensidade defensiva, permitindo ao nosso adversário respirar e pensar o seu jogo. No entanto, a equipa acreditou até ao final e foi premiada a escassos 5 segundos do final da partida com a obtenção do golo da vitória, na sequência de uma reposição lateral. Foi um momento bonito onde contei com a lucidez do meu adjunto Zé Luís, que me alertou para o facto do Ardidas não se encontrar no local correcto no momento da marcação do fora. Com a rectificação, o nosso capitão desviou-se para o 2º poste e acabou por encostar a bola para o fundo da baliza, a passe do Pedro Teixeira.
Vitória suada, num jogo disputado e difícil de arbitrar dada a intensidade e emotividade que se foi criando ao longo do encontro. Pensei que para este jogo a AFC optasse por nomear uma dupla mais experiente, no entanto, dadas as circunstâncias do desafio, considero que a equipa de arbitragem segurou bem o jogo e acabou por fazer uma arbitragem com nota positiva.
Duas notas finais, em primeiro lugar para o regresso aos golos do Paulo Rodrigues que não marcava desde a 2ª jornada, algo que o andava a incomodar e que todos nós sabíamos ser algo de passageiro. Depois para o nosso adversário que foi um digno vencido. Durante toda a 1ª parte foi uma equipa bem organizada, fiel ao seu modelo de jogo, tendo-lhe faltado, na minha opinião, condição física e consequentemente concentração para segurar uma vantagem de 2 golos.
Cinco inicial: Sérgio (GR), André Madeira, Tomé, João Teixeira e Paulo Rodrigues.
Suplentes: Afonso (GR), Ardidas (Cap.), Pedro Teixeira, Luís Nuno, Rafael Teixeira, João Amado e Búzio.
Marcadores: Paulo Rodrigues (2), Pedro Teixeira e Ardidas.
Assistências para golo: Paulo Rodrigues, André Madeira e Pedro Teixeira.
Começámos a preparar este jogo há algumas semanas atrás, com uma observação ao adversário efectuada pelo Luís Nuno, a quem eu deixo aqui os meus agradecimentos pela trabalho efectuado. Com base nos dados por ele recolhidos, planeámos a semana de treinos por forma a preparar a equipa para o que ela poderia vir a encontrar, tanto ao nível de modelo de jogo como a nível de lances estudados.
Entrámos bem no jogo, com um cinco inicial composto na sua maioria por jogadores habituados a este tipo de confrontos do “topo da tabela”. No entanto, com o passar dos minutos, fomos acumulando algumas faltas, muitas delas desnecessárias. Aos 8 minutos de jogo o árbitro apitou a nossa 5ª falta, o que acabou por condicionar toda a restante 1ª parte do encontro. Fomos obrigados a recuar e conceder a iniciativa do jogo à Prodeco, que aproveitou a ausência de pressão para construir alguns lances perigosos. Nessa fase, por forma a não “partirmos” o jogo e para evitar situações onde teríamos que recorrer à falta, optámos quase sempre por transições em segurança, o que acabou por adormecer um pouco a partida. Foi um momento importante e conseguimos levar o nulo para o intervalo com apenas 4 remates efectuados à baliza adversária, e sofrendo apenas 6 remates à nossa baliza, sendo que 4 deles foram para fora.
Na segunda parte entrámos novamente pressionantes e marcámos cedo, aos 55 segundos, após uma transição ofensiva muito bem efectuada pelo Madeira, que beneficiou de um excelente movimento sem bola do Paulo Rodrigues para percorrer 20 metros e oferecer o golo ao seu companheiro ao 2º poste. A Prodeco respondeu logo de seguida com um remate de longe, aos 2´05 minutos, tendo a bola entrado ao 2º poste com alguma infelicidade para o Sergio.
O jogo estava mais aberto, mas foi em mais um remate de longe que a Prodeco conseguiu dar a volta ao resultado, sendo que, desta vez, a bola foi ainda desviada para a nossa baliza junto ao 2º poste. Estavam decorridos 6 minutos da 2ª parte e estávamos pela 1ª vez em desvantagem. A situação agravou-se aos 7´30 minutos quando a Prodeco marcou o terceiro golo, na sequência de uma transição ofensiva, à qual o Sérgio ainda se opôs na 1ª instância, mas não foi capaz de evitar a recarga em “bicicleta”.
Subimos ainda mais as nossas linhas defensivas, o que viria a causar algum incómodo junto do nosso adversário, que começou a acumular alguns erros. Aos 12´30 minutos reduzimos para 2-3, no melhor lance do desafio, protagonizado pelo Rafael, Paulo e Pedro, em pleno momento de organização ofensiva, com uma excelente triangulação bem finalizada pelo Pedro. A partir daí empurrámos defenitivamente o nosso adversário para a sua retaguarda. A Prodeco perdia frescura e sentíamos que poderíamos empatar a partida. Tal viria a acontecer a 5 minutos do final da partida, em lance individual do Paulo Rodrigues. No entanto, mais uma vez, atingimos a 5ª falta, o que nos obrigou a retirar alguma intensidade defensiva, permitindo ao nosso adversário respirar e pensar o seu jogo. No entanto, a equipa acreditou até ao final e foi premiada a escassos 5 segundos do final da partida com a obtenção do golo da vitória, na sequência de uma reposição lateral. Foi um momento bonito onde contei com a lucidez do meu adjunto Zé Luís, que me alertou para o facto do Ardidas não se encontrar no local correcto no momento da marcação do fora. Com a rectificação, o nosso capitão desviou-se para o 2º poste e acabou por encostar a bola para o fundo da baliza, a passe do Pedro Teixeira.
Vitória suada, num jogo disputado e difícil de arbitrar dada a intensidade e emotividade que se foi criando ao longo do encontro. Pensei que para este jogo a AFC optasse por nomear uma dupla mais experiente, no entanto, dadas as circunstâncias do desafio, considero que a equipa de arbitragem segurou bem o jogo e acabou por fazer uma arbitragem com nota positiva.
Duas notas finais, em primeiro lugar para o regresso aos golos do Paulo Rodrigues que não marcava desde a 2ª jornada, algo que o andava a incomodar e que todos nós sabíamos ser algo de passageiro. Depois para o nosso adversário que foi um digno vencido. Durante toda a 1ª parte foi uma equipa bem organizada, fiel ao seu modelo de jogo, tendo-lhe faltado, na minha opinião, condição física e consequentemente concentração para segurar uma vantagem de 2 golos.
Cinco inicial: Sérgio (GR), André Madeira, Tomé, João Teixeira e Paulo Rodrigues.
Suplentes: Afonso (GR), Ardidas (Cap.), Pedro Teixeira, Luís Nuno, Rafael Teixeira, João Amado e Búzio.
Marcadores: Paulo Rodrigues (2), Pedro Teixeira e Ardidas.
Assistências para golo: Paulo Rodrigues, André Madeira e Pedro Teixeira.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Chelo 1 – CF Santa Clara 2 (8ª Jornada)
Vitória sofrida contra uma equipa bem organizada que disputou o jogo até ao último segundo.
Cinco inicial: Sérgio (GR), André Madeira, Tomé, João Teixeira e Búzio.
Suplentes: Afonso (GR), Pedro Teixeira, Rui Gouveia, Rafael Teixeira, Pessoa, Catorze (Cap.) e Paulo Rodrigues.
Marcadores: Pedro Teixeira e Tomé
Assistências para golo: Paulo Rodrigues e Rafael Teixeira
Cinco inicial: Sérgio (GR), André Madeira, Tomé, João Teixeira e Búzio.
Suplentes: Afonso (GR), Pedro Teixeira, Rui Gouveia, Rafael Teixeira, Pessoa, Catorze (Cap.) e Paulo Rodrigues.
Marcadores: Pedro Teixeira e Tomé
Assistências para golo: Paulo Rodrigues e Rafael Teixeira
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
CF Santa Clara 3 – U. Alhadense 2 (7ª Jornada)
Neste jogo defrontavam-se os 2º e 3º classificados, em Santa Clara. A história recente dava vantagem à nossa equipa que, na época anterior, bateu o União por duas vezes para a taça, com vitórias por números esclarecedores. Como tal, entrámos com um cinco inicial bastante diferente do usual. Assentava essencialmente em jogadores que participaram nessas vitórias anteriores e que, por lógica, apesar de saberem da importância do embate, deveriam apresentar níveis de confiança superiores a alguns dos seus colegas. Esperávamos um adversário mais pressionante, no entanto, durante toda a 1ª parte, o U. Alhadense jogou bastante recuado, claramente na expectativa, espreitando o nosso erro. A minha equipa entrou confiante, privilegiando a posse de bola, e inaugurou o marcador logo aos 3 minutos, num lance individual do Pedro Teixeira. O União manteve a sua forma “cautelosa” de jogar e éramos nós quem procurava com mais consistência o 2º golo. No entanto, à passagem do minuto 10, o União empatou o jogo na conversão de um livre bem trabalhado. A equipa abalou um pouco e nos minutos seguintes o nosso adversário apareceu mais no jogo, equilibrando a partida. Com o passar dos minutos os níveis de confiança foram repostos e acabámos a 1ª parte no meio campo adversário, com uma circulação de bola de nível elevado, criando desequilíbrios, e com uma qualidade de passe que não permitia ao nosso adversário recuperar a bola para sair em contra-ataque. A segunda parte começou com o jogo mais equilibrado. Aos 5 minutos o União aproveitou uma falha nossa (uma substituição mal efectuada numa fora junto à nossa área) para criar um desequilíbrio e passar para a frente. Em vantagem no marcador, o nosso adversário fechou-se bem e, sempre que possível, explorava com perigo o contra-ataque. Mais pressionantes, os meus jogadores tentavam forçar o erro quando não tinham a bola e, quando a recuperavam, procuravam de forma organizada chegar ao empate. A chave para abrir o cofre foi um canto estudado, executado na perfeição por todos os jogadores que se encontravam em campo, e superiormente concluído pelo capitão Ardidas. Com sete minutos para jogar acelerámos o jogo, os meus jogadores procuravam transições mais rápidas e o jogo tornou-se mais aberto. Nessa fase, ambas as equipas poderiam ter marcado por diversas ocasiões. Iam valendo os guarda-redes que adiavam sucessivamente a alteração do resultado, com excelentes intervenções. Fomos mais felizes, marcámos num desses lances de parada e resposta, através do Tomé, muito bem assistido pelo Madeira. Faltavam 4 minutos para o final da partida, o União ainda procurou chegar ao empate mas os meus jogadores souberam gerir o tempo com confiança e seguraram uma vitória que me pareceu justa, pelo que as duas equipas fizeram nos 40 minutos, mas que também poderia ter caído para o lado do nosso adversário.
Cinco inicial: Sérgio (GR), Ardidas (Cap.), Filipe Sousa, Pedro Teixeira e Catorze.
Suplentes: Afonso (GR), João Teixeira, Tomé, André Madeira, Búzio, João Amado e Paulo Rodrigues.
Marcadores: Pedro Teixeira, Ardidas e Tomé.
Assistências para golo: André Madeira.
Cinco inicial: Sérgio (GR), Ardidas (Cap.), Filipe Sousa, Pedro Teixeira e Catorze.
Suplentes: Afonso (GR), João Teixeira, Tomé, André Madeira, Búzio, João Amado e Paulo Rodrigues.
Marcadores: Pedro Teixeira, Ardidas e Tomé.
Assistências para golo: André Madeira.
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